Chamada de trabalhos para II Conferência Internacional sobre Cultura & Sociedade – Que Literacia(s) para uma Justiça Económica e Social?

Aberta chamada para submissão de trabalhos para a II Conferência Internacional sobre Cultura & Sociedade – Que Literacia(s) para uma Justiça Económica e Social? até 15 de Dezembro, 2020. A conferência será realizada na Universidade Zambeze, Moçambique, em 27 e 28 de Maio de 2021, em parceria com o projeto Cultures Past&Present e Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho.

Este evento científico configura um espaço de diálogo e de construção de redes internacionais, abordando temas contemporâneos transversais a várias áreas do conhecimento, desde as políticas linguísticas, as políticas jurídico-económicas e sócio-culturais no espaço dos países de língua oficial portuguesa, passando pela problematização crítica do conceito de lusofonia, para chegar à imprensa, à história intelectual, do livro e da cultura, à edição, às artes e ao impacto da escrita feminina na compreensão do(s) pensamento(s) em língua portuguesa. A edição também vai homenagear a Heliodoro Baptista (poeta) e Romualdo Johnam (músico).

A conferência está organizada nos seguintes núcleos temáticos: Literatura, Língua, Culturas e Comunicação; Sociologia, Antropologia, Filosofia e Comunicação intercultural; Justiça, Direitos Humanos, Democracia e Cidadania; e, Cultura, Economia e Desenvolvimento Humano. Os detalhes da submissão podem ser conferidos aqui.

A realização da Conferência estava prevista para os dias 17 e 18 de Setembro de 2020 . Devido às restrições colocadas pela COVID-19, foi adiada para os dias 27 e 28 de Maio de 2021.

Publicado dossier da revista Vista nº6 coeditado por membros do projeto

Novo número da Revista VISTA é o dossier intitulado (In)Visibilidades: imagem e racismo, coeditado por Ana Cristina Pereira, Michelle Sales e Rosa Cabecinhas. A Revista VISTA, número 6 – pretende refletir sobre a relação entre imagem e racismo ao longo do tempo. Lê-se na introdução: “As imagens refletem ou desafiam “velhas” clivagens abissais, forjadas durante o colonialismo europeu e são, ao mesmo tempo, expressão da opressão e da resistência que lhe tem sido feita. No que revelam e sobretudo no que remetem para a invisibilidade. As reflexões propostas descortinam subentendidos, denunciam ofensas naturalizadas, questionam silêncios e, finalmente, propõem novas visualidades para os corpos negros. Não necessariamente por esta ordem. Mais do que dar visibilidade procura-se mostrar o quão invisível permanece uma parte substancial do visível – tornar visível a própria invisibilidade, na impossibilidade de recuperar o que foi sistemática e prolongadamente apagado.”

Ana Cristina Pereira e Rosa Cabecinhas são investigadoras do projeto Memories, cultures and identities: how the past weights on the present-day intercultural relations in Mozambique and Portugal?”. A revista VISTA – Revista de Cultura Visual é uma publicação da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM).

Capa da revista Vista nº6. Imagem da artista Aline Motta

Colóquio Internacional Online – Mediação em tempo de crise: pelo diálogo, diversidade e desenvolvimento

No Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, próxima quinta-feira, dia 21 de Maio, o projeto Cultures Past & Present é parceiro na realização do IV Colóquio Mediação em Diálogo em um encontro online. O tema desta edição é Mediação em tempo de crise: pelo diálogo, diversidade e desenvolvimento, e será realizado a partir da plataforma Zoom, às 14h30 (horário de Lisboa).

Entre os convidados, além de professores e investigadores do Instituto de Educação e do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, e do EMMI de Braga e Universidade Lusófona do Porto, de Portugal, estão conferencistas da França (Laboratoire Interdisciplinaire pour la Sociologie Économique, LISE Cnam-CNRS e da Associação AFPAD), da Espanha (Sevilla Acoge e Universidade Complutense de Madrid) e da Itália (Centro Mediazione di Torino).

A participação é gratuita, sujeita a inscrição prévia, até dia 20 de maio (aqui). O link para participação na Sala zoom será enviado no dia 20, após a inscrição.

Mais informações no site. Confira o programa completo:

Seminário adiado

Nas atuais circunstâncias de suspensão de atividades na Universidade do Minho e fechamento do prédio do ICS, devido ao novo coronavírus COVID-19, informamos o adiamento do Seminário Interdisciplinar Interculturalidades e consciência histórica: desafios atuais para a cidadania.
A nova data será definida mais tarde.

Disponíveis os resumos do Seminário Interdisciplinar Interculturalidades e consciência histórica: desafios atuais para a cidadania

O Seminário Interdisciplinar Interculturalidades e consciência histórica: desafios atuais para a cidadania conta com a participação de Alberto Sá, Francisco Mendes, Isabel Macedo, Jacob Cupata, Marília Gago, Moisés de Lemos Martins, Rosa Cabecinhas e Sheila Khan e Alice Balbé como moderadoras. O Seminário será realizado no dia 20 de março de 2020, na Sala de Atos do ICS, na Universidade do Minho, das 14 horas às 17 horas.

Confira o tema das intervenções:

Memória cultural e consciência histórica: um domínio transdisciplinar? – Rosa Cabecinhas, CECS/UMinho

Nas últimas décadas houve uma proliferação de debates científicos e políticos em torno da “memória pública”, nomeadamente no que diz respeito às “políticas da memória”, às “políticas de identidade” e aos “direitos de memória”. No âmbito das ciências humanas e sociais, desenvolveu-se um léxico diverso, que oferece várias formas alternativas de compreender a memória e a sua interação com a cultura, os media e a sociedade. No entanto, as fronteiras disciplinares têm dificultado os esforços para desenvolver um léxico compreensivo que possa sustentar o tão necessário diálogo interdisciplinar sobre esta complexa temática. Nesta comunicação, a partir de uma revisitação da pesquisa anterior em representações sociais da história, iremos discutir alguns dos desafios com que nos confrontamos nesta área de estudo.

Representações historiográficas, consciência histórica transnacional e redes simbólicas. Problemas atuais de definição e marcadores críticos – Francisco Azevedo Mendes

A coexistência de vários contextos disciplinares a operar com a noção de consciência histórica produz níveis de turbulência conceptual e metodológica, cuja plasticidade importa sondar no que diz respeito à afinação dos instrumentos de análise. Pretende-se discutir de que forma os estudos comparativos sobre as representações subjacentes às historiografias nacionais interagem com os programas científicos, políticos e culturais, que trabalham as formas e os conteúdos da consciência histórica. Nesse sentido, avança-se com a hipótese de que as historiografias são sintomas de redes simbólicas de apropriação intercultural e transnacional do passado com regimes de temporalidade, lógicas de continuidade e de quebra e níveis de disseminação diferenciados e persistentes. Esta hipótese é aqui explorada através da identificação de marcadores críticos na teorização e na própria história da historiografia, suscetíveis de contribuir para uma discussão mais ampla sobre a sua utilidade científica e social.

Consciência histórica, narrativa e identidade – reflexos e diálogos – Marília Gago

Resumo: A narrativa histórica perspetivada como face material da consciência histórica forma e enforma a identidade. Pela narrativa é dado sentido e significado à vida em vários tempos e espaços. Na expressão e compreensão da realidade seja do passado, do presente ou dos horizontes de expectativa que se desenham, inscreve-se a orientação temporal do “eu” e do “nós” que ilumina dinamicamente as decisões da vida prática e os caminhos a trilhar. O modo como cada um, individual ou coletivo, constrói o seu modo de ver o mundo e de o compreender-explicar é revelador dos sentidos de identidade que se partilham, e que podem ser mais ou menos etnocentrados ou interperspetivados. A identidade expressa e construída narrativamente pode oscilar entre o foco no que nos distingue numa lógica de exclusivismo ou no que nos une numa lógica mais ampla de concepção do ser humano e da Humanidade.

O enquadramento da História da África no sistema educativo angolano. Práticas e experiências – Jacob Lussento Cupata

Ao longo da sua afirmação como República de Angola, o país enfrentou várias vicissitudes, fruto do contexto histórico, marcado por um período de dominação colonial, pela guerra civil no período pós-independência, num contexto geopolítico internacional marcado pela guerra fria, e pelo processo de afirmação da democracia. Para responder aos desígnios de cada realidade histórica, foram traçadas políticas educativas que respondessem ao sistema político-económico, o que levou à implementação de reformas educativas e consequentemente à integração da disciplina de História nos diferentes planos curriculares, atendendo ao lugar que ocupa na formação da consciência histórica e social. Pretende-se analisar o enquadramento que a História da África foi tendo, na disciplina de História no Ensino Geral em Angola ao longo deste processo. Para o efeito, examinamos os diferentes programas de História do nível de ensino em referência.

Memória cultura, identidades e educação: reflexões a partir de um estudo de receção com estudantes do ensino secundário – Isabel Macedo

Analisar os processos migratórios e o seu impacto no quotidiano das pessoas tornou-se essencial para compreendermos a sociedade contemporânea. O sistema educativo, os média, o discurso político, entre outros agentes e instituições na sociedade, têm um papel central na difusão e reificação de determinadas imagens sobre as populações migrantes, influenciando valores, normas, ações e relações interculturais. Enquanto agentes de mudança social, o cinema e a escola podem assumir um papel ativo no processo de desconstrução crítica de visões sobre o ‘Outro’. De facto, as representações difundidas no período colonial parecem marcar as representações e as relações interculturais (pós)coloniais. As representações que associam a pessoa negra a papéis sociais subalternos, à pobreza, ao lugar dominado e ao exercício de funções não qualificadas, bem como à falta de escolaridade, estão presentes no discurso dos jovens participantes nesta investigação, evidenciando a importância das representações da história na (re)construção das identidades, normas e valores dos grupos sociais.

As “fake news” na sala de aula: atualidade do método histórico – Alberto Sá

O sentimento generalizado de desconfiança dos cidadãos perante as estruturas convencionais de poder e de informação trouxeram tempos confusos e contraditórios que afetam os valores universais da liberdade, da comunicação e da democracia. A suspeita e incerteza perante a veracidade da informação e a própria invasão de privacidade por ação da exposição excessiva aos dispositivos eletrónicos fragilizaram ainda mais a condição humana, o que torna os cidadãos presas fáceis para diferentes tipos de poder, conforme demonstrado com o recente escândalo “Facebook–Cambridge Analytica” (2018) ou mesmo as campanhas presidenciais na Rússia, EUA e Brasil. Num momento em que as notícias invadem os telemóveis provenientes de múltiplas fontes sem a devida referenciação, importa perguntar que papel cabe aos média e aos grupos de comunicação nesses processos? Muitos converteram os processos de verificação de factos (fact-checking) como um produto noticiável (Observador, Polígrafo SIC…). E que papel cabe à Escola? Estes casos especiais de jornalismo investigativo seguem no horizonte o método histórico, concretamente na crítica das fontes. O que propomos é refletir sobre o problema emergente da necessidade de comprovação dos factos e dos dados nos veículos de comunicação chamando-os à discussão no âmbito do ensino e aprendizagem da História, propondo exercitar o método histórico não tanto para investigar os eventos passados, mas antes para promover a atitude crítica perante a avalanche informativa e a presença responsável no ecossistema mediático. Parece-nos que a heurística, as críticas interna e externa, e a hermenêutica, quando trabalhadas no âmbito das tarefas escolares e atualizada perante os desafios sociais de hoje, podem contribuir para uma melhor relação com este fenómeno atual, promovendo a qualidade da informação pública e examinando as atividades dos gigantes da Internet.

Chamada para revista Revista Lusófona de Estudos Culturais sobre Museus, coleções e exposições, coloniais, anticoloniais e pós-coloniais

A Revista Lusófona de Estudos Culturais / Lusophone Journal of Cultural Studies abre chamada de trabalhos para o volume 7, no. 2, Museus, coleções e exposições, coloniais, anticoloniais e pós-coloniais. Os editores são os professores Moisés de Lemos Martins (CECS, Universidade do Minho, Portugal), João Sarmento (CECS, Universidade do Minho, Portugal) e Alda Costa (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique), membros do projeto Cultures Past&Present.

O encontro dos públicos com objetos de arte, num determinado espaço, tem uma história longa e complexa. Constitui um desafio hermenêutico, que se vai alterando, de época para época, de acordo com as necessidades do tempo e os objetivos de cada sociedade e cultura. Neste encontro da arte com o tempo e os públicos, um encontro que tem tanto de complexo como de flutuante, os museus, as coleções e as exposições projetam representações do mundo e narrativas da vida de comunidades humanas, que obedecem aos padrões das mais diversas curadorias, muitas vezes de sinal contrário.

Os museus, as coleções e as exposições são sempre regulados por objetivos políticos e programáticos. Por essa razão, abrem-se a múltiplas interpretações. Sejam da iniciativa de Estados nacionais, ou então da iniciativa de forças revolucionárias, e mesmo de movimentos contra-revolucionários, sejam de apoio a regimes constituídos, ou pelo contrário indo no sentido de alterarem a ordem estabelecida, museus, coleções e exposições obedecem a um regime de verdade, que tanto constitui a condição de possibilidade das representações que uma dada comunidade faz de si mesma e da sua época, como formula possibilidades de sentido para o entendimento do que é o humano.

No caso das exposições, que se organizam para tempos pré-definidos e que deixam memórias, mais ou menos fortes, de pacificação e conexão, ou então de rutura e afastamento, o estudo dos materiais que sobrevivem, sejam memórias, artefactos, catálogos, notícias ou cartazes, ainda que incapazes de reproduzir a experiência das exposições, permitem a constituição de registos sobre as construções discursivas que estiveram na sua origem.

Este número da Revista Lusófona de Estudos Culturais (RLEC) procura explorar todas estas dimensões dos museus, coleções e exposições – as suas representações, narrativas e memórias, quando se cruzam com o colonial, o anticolonial e o pós-colonial, ou seja, com o resgate, a denúncia e a representação da subalternidade, e também com a legitimação de movimentos sociais.

Pretendemos reunir estudos que tenham em linha de conta a análise, tantos de museus, como de coleções e exposições dos Estados coloniais, e que se alarguem também aos museus e às exposições contemporâneas pós-coloniais. O nosso propósito é o de que sejam analisados, tanto os grandes projetos de Estado, em lugares oficiais de destaque, como as pequenas exposições de galerias privadas, alternativas, que envolvam os mais diversos atores públicos, privados ou de organizações não governamentais.

Para este número da Revista Lusófona de Estudos Culturais (RLEC) aceitam-se contributos sobre museus, coleções e exposições, questionando identidades e memórias, coloniais, anticoloniais e pós-coloniais. 

Data-limite de submissão: 6 de maio de 2020 prorrogada até 20 de maio  de 2020
Notificação das decisões de aceitação: 27 de julho de 2020
Data limite para envio da versão completa e traduzida: 21 de setembro de 2020
Data de publicação da revista: dezembro de 2020

Mais informações: aqui.

Seminário Interdisciplinar, organizado pelo Projeto, discute interculturalidade e consciência histórica

O Seminário Interdisciplinar Interculturalidades e consciência histórica: desafios atuais para a cidadania será realizado no dia 20 de março e reúne diversos investigadores para partilharem experiências em torno dos estudos sobre consciência histórica, representações sociais, narrativa, identidade, memória cultural e práticas e experiências no sistema educativo, pensando nas dimensões interculturais, transnacionais e globais atuais. O Seminário será realizado na Sala de Atos do ICS, na Universidade do Minho, das 14 horas às 17 horas.

Esta atividade é organizada pelo Projeto Memórias, culturas e identidades: o passado e o presente das relações interculturais em Moçambique e Portugal, pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) e o Laboratório de Paisagens, Património e Território (LAB2PT).

A entrada é gratuita sujeita a inscrição: cultures_past_present@ics.uminho.pt

O Seminário conta com a participação de Alberto Sá, Francisco Mendes, Isabel Macedo, Jacob Cupata, Marília Gago, Moisés de Lemos Martins e Rosa Cabecinhas e mediação de Sheila Khan e Alice Balbé.

Notas biográficas:

Alberto Sá: Professor Auxiliar do Departamento de Ciências da Comunicação, onde é vice-diretor, e ensina nas áreas do audiovisual, do multimédia, e no design de comunicação e de publicação digitais. Licenciado em História e Ciências Sociais (Ensino) e com Mestrado em História Urbana Medieval, doutorou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, em 2012. É investigador do CECS (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade) onde tem desenvolvido trabalho de investigação sobre os estudos da memória, em particular a mediação tecnológica da memória na era digital. É membro da equipa de investigação do projeto AUDIRE (Audio Repositório: guardar memórias sonoras) e integra o projeto Moda (“Monitoring Online Discourse Activity”). Foi co-líder do Working Group 2 do projeto e-COST Action IS1205 (“Social psychological dynamics of historical representations in the enlarged European Union”). É coordenador de evento científico-cultural CURTAS CC (Mostra de trabalhos de Audiovisual e Multimédia dos alunos de licenciatura e mestrado de Ciências da Comunicação – Universidade do Minho). Participa, atualmente, num estudo coletivo sobre o colonialismo e as lutas de libertação presentes nos manuais de história de Moçambique, sob uma perspetiva diacrónica.

Alice Balbé: Investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) e do projeto Memories, cultures and identities: how the past weights on the present-day intercultural relations in Mozambique and Portugal? Doutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho e seus interesses de pesquisa incluem representações, lusofonia, comunicação ambiental e redes sociais digitais.

Francisco Mendes: Professor de Teoria da História no Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. Investigador do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT).  Integra, atualmente, um projeto internacional de reforma curricular do Ensino Básico da Guiné-Bissau (RECEB), numa parceria entre o Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação da Guiné-Bissau (INDE) e a Universidade do Minho.  Coordenou recentemente dois números temáticos: Silva, M.C., Khan, S., Mendes, F.A., coord.  (2016). «Sociedade, autoridade e pós-memórias». Configurações, 17; Soares, F., Mendes, F. A., coord. (2020). «História dos conceitos e história intelectual: conexões teórico-metodológicas». História. Debates e tendências, v. 1 n. 20.  Contactos: fmendes@ics.uminho.pt.

Isabel Macedo é doutorada em Estudos Culturais pela Universidade do Minho e Universidade de Aveiro, na área da Comunicação e Cultura. A sua tese de doutoramento intitula-se “Migrações, memória cultural e representações identitárias: a literacia fílmica na promoção do diálogo intercultural”. É investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade e integra várias associações nacionais e internacionais na área da comunicação, da educação e da cultura visual. Co-editou a revista Comunicação e Sociedade, 34, dedicada ao tema “Ciências da Comunicação e Estudos Lusófonos” e a Vista – Revista de Cultura Visual, 2, intitulada “Memória Cultural, Imagem, Arquivo”. Alguns dos seus principais trabalhos são: “Representations of Dictatorship in Portuguese Cinema” (2017), em co-autoria; “Interwoven migration narratives: identity and social representations in the Lusophone world” (2016), em co-autoria, e “Os jovens e o cinema português: a (des)colonização do imaginário?” (2016).

Jacob Lussento Cupata: Licenciado em Ciências da Educação na opção do Ensino da História pela Universidade Agostinho Neto, Mestre em Relações Interculturais pela Universidade Aberta de Lisboa, Docente Assistente no Instituto Superior de Ciências da Educação do Cuanza Sul (ISCED/CS) da Universidade Katyavala Bwila (UKB), leccionando as disciplinas de História de África, Praticas Pedagógicas e Antropologia Cultural. Está a desenvolver o projecto de pesquisa doutoral em Estudos Culturais, sob o tema “Representações sociais da História de África no sistema educativo angolano”.

Marília Gago: Professora de Metodologia do ensino de História e de Estágio Profissional no Mestrado de ensino da História do Departamento de Estudos Integrados de Literacia, Didática e Supervisão do Instituto de Educação da Universidade do Minho. Investigadora do Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória (CITCEM-Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Integra, atualmente, um projeto internacional de reforma curricular do Ensino Básico da Guiné-Bissau (RECEB), numa parceria entre o Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação da Guiné-Bissau (INDE) e a Universidade do Minho. Doutoramento em Educação, Metodologia do ensino de História e Ciências Sociais e Mestrado e pós-doutoramento no âmbito do Projeto de Investigação Consciência Histórica: teoria e práticas II, financiado pela FCT. Contactos: mgago@ie.uminho.pt

Moisés de Lemos Martins: Professor Catedrático da Universidade do Minho é o Diretor do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho, que fundou em 2001. Doutorou-se em Ciências Sociais na Universidade de Ciências Humanas de Estrasburgo, em 1984. Ensina e investiga em semiótica social, sociologia da comunicação e da cultura, comunicação intercultural, estudos lusófonos. É Diretor da revista Comunicação e Sociedade e também da Revista Lusófona de Estudos Culturais. Em termos associativos, foi Presidente da Sopcom, Confibercom e Lusocom. Entre a sua obra constam: Crise no Castelo da Cultura (2011); L’imaginaire des médias (com Michel Maffesoli, 2011), Portugal Ilustrado em Postais (com Madalena Oliveira, 2011); Caminhos nas Ciências Sociais (2010); Comunicação e Lusofonia (com Helena Sousa e Rosa Cabecinhas, 2006); A Linguagem, a Verdade e o Poder (2002); O Olho de Deus no Discurso Salazarista (1990).

Rosa Cabecinhas: Diretora do Programa Doutoral em Estudos Culturais na Universidade do Minho. É professora no Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais e investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade. Tem desenvolvido investigação de natureza interdisciplinar e integra várias associações nacionais e internacionais nas áreas da comunicação, psicologia, educação e estudos culturais. Os seus principais interesses de investigação conjugam as áreas da comunicação intercultural, memória social, representações sociais, identidades sociais, discriminação social e diversidade. Entre as suas obras, destacam-se os seguintes livros: “Preto e Branco: A naturalização da discriminação racial” (2017, 2a edição) e, em co-autoria “Comunicação Intercultural: Perspectivas, Dilemas e Desafios” (2017, 2a edição). ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1491-3420

Sheila Khan: Socióloga, investigadora do Centro Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho. Doutorada em Estudos Étnicos e Culturais pela Universidade de Warwick, tem, no seu percurso académico, centrado a sua atenção nos estudos pós-coloniais, com especial enfoque nas relações entre Moçambique e Portugal, incluindo a questão dos imigrantes moçambicanos em Portugal. De entre os temas que tem trabalhado inclui-se a história e a literatura moçambicana e portuguesa contemporâneas, narrativas de vida e de identidade a partir do Sul global, autoridades de memória e de pós-memória. É de destacar os seus recentes livros, “Portugal a Lápis de Cor: A Sul de uma pós-colonialidade” (Almedina, 2015); “Visitas a João Paulo Borges Coelho: leituras, diálogos e futuros” (et al., 2017, Colibri); “Mozambique on the Move: Challenges and Reflections” (com Paula Meneses e Bjorn Bertelsen, Brill, 2018). Atualmente, investigadora doutorada do projeto financiado pelo Conselho Europeu de Investigação, EXCHANGE e membro da equipa de investigação do projeto FCT/Aga Khan sobre as relações interculturais entre Moçambique e Portugal.

Investigadores do projeto organizam painel “A arte contemporânea africana, uma arte global?” com chamada de trabalhos aberta

Está aberta a chamada de trabalhos para o painel “A arte contemporânea africana, uma arte global?” proposto pelos investigadores José Carlos Venâncio e Filimone Meigos, membros da equipa do projeto Memórias, culturas e identidades: o passado e o presente das relações interculturais em Moçambique e Portugal . O painel faz parte do programa do 11º Congresso Ibérico de Estudos Africanos, que será realizado nos dias 2 a 4 de julho, na Universidade de Lisboa.

O painel propõe reunir “investigadores, críticos, curadores, jornalistas e demais atores ocupados com a receção e valorização da arte africana com os seus fazedores, sediados em África ou na diáspora, para, em conjunto, refletirmos sobre o State of Arts da arte contemporânea africana no contexto da globalização”

A submissão de propostas de comunicação para este painel termina a 24 de fevereiro de 2020 e pode ser realizada no site do congresso.

Debate em torno do documentário Moçambique. Sonhos lúcidos

No próximo sábado, dia 23 de novembro, acontecerá a sessão de exibição do documentário Moçambique. Sonhos Lúcidos, dos realizadores João Campos e Fernando Almeida, seguida por um debate mediado pelas investigadoras Sheila Khan e Rosa Cabecinhas, ambas fazem parte da equipa do projeto Cultures Past&Present, com a presença dos realizadores. A atividade será no Museu Nogueira da Silva, em Braga, às 16h.

A realização é uma parceria do projeto Cultures Past & Present, Doutoramento em Estudos Culturais, Mestrado em Sociologia, Seminários Permanentes de Comunicação e Diversidade e do Grupo de Estudos Pós-culturais.

João Campos nasceu em Braga no ano de 1951, tendo vivido e estudado nesta cidade, em Moçambique, em Coimbra e no Porto. Licenciou-se em Engenharia Civil tendo lecionado no ensino preparatório, secundário e Universitário. Foi membro da Direcção do Cine-Clube de Braga e dedica-se à fotografia desde 1973. Participou em várias exposições fotográficas individuais e coletivas. Realiza documentários em formato de vídeo.

Fernando Almeida nasceu em Braga no ano de 1950, tendo vivido e estudado nesta cidade, em Coimbra e no Porto. Licenciou-se em Engenharia Electrotécnica tendo sido professor do ensino preparatório. Foi vice-presidente do Cine-Clube de Braga e é fotógrafo desde 1973. Participou em várias exposições fotográficas individuais e coletivas. Publicou fotografias em várias revistas e livros. Realiza documentários em formato de vídeo.

Rosa Cabecinhas é diretora do Programa Doutoral em Estudos Culturais na Universidade do Minho e co-investigadora principal do projeto Cultures Past&Present. É professora no Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais e investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade. A sua tese de doutoramento, intitulada “Racismo e etnicidade em Portugal: Uma análise psicossociológica da homogeneização das minorias”, foi premiada pelo Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas. Os seus principais interesses de investigação conjugam as áreas da comunicação intercultural, memória social, representações sociais, identidades sociais e discriminação social. Entre as suas obras, destacam-se os seguintes livros: “Preto e Branco: A naturalização da discriminação racial” (2017, 2ª edição) e, em co-autoria, “Comunicação Intercultural: Perspectivas, Dilemas e Desafios” (2017, 2ª edição).

Sheila Khan é socióloga, atualmente investigadora do Centro Estudos de Comunicação e Sociedade, da Universidade do Minho. Doutorada em Estudos Étnicos e Culturais pela Universidade de Warwick, tem centrado a sua atenção nos estudos pós-coloniais, com especial enfoque nas relações entre Moçambique e Portugal, incluindo a questão dos imigrantes moçambicanos em Portugal. De entre os temas que tem trabalhado inclui-se a história e a literatura moçambicana e portuguesa contemporâneas, narrativas de vida e de identidade a partir do Sul global, autoridades de memória e de pós-memória. É de destacar os seus recentes livros, “Portugal a Lápis de Cor: A Sul de uma pós-colonialidade” (Almedina, 2015); “Visitas a João Paulo Borges Coelho: leituras, diálogos e futuros” (et al., 2017, Colibri); “Mozambique on the Move: Challenges and Reflections” (com Paula Meneses e Bjorn Bertelsen, Brill, 2018). Atualmente, investigadora doutorada do projeto financiado pelo Conselho Europeu de Investigação, EXCHANGE e membro da equipa de investigação do projeto FCT/Aga Khan sobre as relações interculturais entre Moçambique e Portugal.

Investigadores apresentaram comunicações no V Congresso de Culturas

O V Congresso Internacional de Culturas: que cultura(s) para o século XXI? foi realizado nos dias 6 a 8 de novembro de 2019 na Universidade da Beira Interior, na Covilhã. Diversos membros da equipa de investigação projeto Cultures Past & Present –  Memórias, culturas e identidades: o passado e o presente das relações interculturais em Moçambique e Portugal participaram das atividades como oradores convidados, coordenadores de mesa e com comunicações por submissão de propostas.

O professor Moisés de Lemos Martins foi responsável pela comunicação As narrativas e a cultura digital na sessão plenária “Cultura na era digital”. O professor Martins Mapera integrou a sessão plenária “Cultura, criatividade e tradição” com a comunicação O curandeiro e o novo testamento na obra de Paulina Chiziane.

A sessão de mesa redonda “Artes, culturas e educação em Moçambique” foi composta pelos investigadores Alda Costa, Eliseu Mabasso, Celestino Joanguete, Edson Mugabe com a mediação do professor Moisés de Lemos Martins. Os investigadores Rosa Cabecinhas, Ana Cristina Pereira, Lurdes Macedo, Alice Balbé, Luís Camanho, Isabel Macedo, Tiago Vieira e Vítor de Sousa apresentaram comunicações em painéis temáticos, distribuídos no decorrer do Congresso.

O V Congresso Internacional de Culturas é uma parceria científica entre a Universidade da Beira Interior, a Universidade do Minho, a Universidade Federal da Bahia e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e contou com a parceria do projeto Cultures Past & Present –  Memórias, culturas e identidades: o passado e o presente das relações interculturais em Moçambique e Portugal.

No dia 5 de novembro foi realizado o Seminário Internacional Memória, diversidade e identidades: desafios às relações interculturais no século XXI, organizado pelo projeto, que integrou o programa do Congresso como pré-congresso.