{"id":1506,"date":"2020-03-04T11:06:49","date_gmt":"2020-03-04T11:06:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/?p=1506"},"modified":"2020-03-04T11:06:49","modified_gmt":"2020-03-04T11:06:49","slug":"disponiveis-os-resumos-do-seminario-interdisciplinar-interculturalidades-e-consciencia-historica-desafios-atuais-para-a-cidadania","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/?p=1506&lang=pt","title":{"rendered":"Dispon\u00edveis os resumos do Semin\u00e1rio Interdisciplinar Interculturalidades e consci\u00eancia hist\u00f3rica: desafios atuais para a cidadania"},"content":{"rendered":"\n<p>O Semin\u00e1rio Interdisciplinar Interculturalidades e consci\u00eancia hist\u00f3rica: desafios atuais para a cidadania  conta com a participa\u00e7\u00e3o de Alberto S\u00e1, Francisco Mendes, Isabel Macedo, Jacob Cupata, Mar\u00edlia Gago, Mois\u00e9s de Lemos Martins, Rosa Cabecinhas e Sheila Khan e Alice Balb\u00e9 como moderadoras.  O Semin\u00e1rio ser\u00e1 realizado no dia 20 de mar\u00e7o de 2020, na Sala de Atos do ICS, na Universidade do Minho, das 14 horas \u00e0s 17 horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira o tema das interven\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mem\u00f3ria cultural e consci\u00eancia hist\u00f3rica: um dom\u00ednio transdisciplinar?<\/strong> &#8211; Rosa Cabecinhas, CECS\/UMinho<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas houve uma prolifera\u00e7\u00e3o de debates cient\u00edficos e pol\u00edticos em torno da \u201cmem\u00f3ria p\u00fablica\u201d, nomeadamente no que diz respeito \u00e0s \u201cpol\u00edticas da mem\u00f3ria\u201d, \u00e0s \u201cpol\u00edticas de identidade\u201d e aos \u201cdireitos de mem\u00f3ria\u201d. No \u00e2mbito das ci\u00eancias humanas e sociais, desenvolveu-se um l\u00e9xico diverso, que oferece v\u00e1rias formas alternativas de compreender a mem\u00f3ria e a sua intera\u00e7\u00e3o com a cultura, os <em>media<\/em> e a sociedade. No entanto, as fronteiras disciplinares t\u00eam dificultado os esfor\u00e7os para desenvolver um l\u00e9xico compreensivo que possa sustentar o t\u00e3o necess\u00e1rio di\u00e1logo interdisciplinar sobre esta complexa tem\u00e1tica. Nesta comunica\u00e7\u00e3o, a partir de uma revisita\u00e7\u00e3o da pesquisa anterior em representa\u00e7\u00f5es sociais da hist\u00f3ria, iremos discutir alguns dos desafios com que nos confrontamos nesta \u00e1rea de estudo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Representa\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas, consci\u00eancia hist\u00f3rica transnacional e redes simb\u00f3licas. Problemas atuais de defini\u00e7\u00e3o e marcadores cr\u00edticos<\/strong> &#8211; Francisco Azevedo Mendes<\/p>\n\n\n\n<p>A coexist\u00eancia de v\u00e1rios contextos disciplinares a operar com a no\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia hist\u00f3rica produz n\u00edveis de turbul\u00eancia conceptual e metodol\u00f3gica, cuja plasticidade importa sondar no que diz respeito \u00e0 afina\u00e7\u00e3o dos instrumentos de an\u00e1lise. Pretende-se discutir de que forma os estudos comparativos sobre as representa\u00e7\u00f5es subjacentes \u00e0s historiografias nacionais interagem com os programas cient\u00edficos, pol\u00edticos e culturais, que trabalham as formas e os conte\u00fados da consci\u00eancia hist\u00f3rica. Nesse sentido, avan\u00e7a-se com a hip\u00f3tese de que as historiografias s\u00e3o sintomas de redes simb\u00f3licas de apropria\u00e7\u00e3o intercultural e transnacional do passado com regimes de temporalidade, l\u00f3gicas de continuidade e de quebra e n\u00edveis de dissemina\u00e7\u00e3o diferenciados e persistentes. Esta hip\u00f3tese \u00e9 aqui explorada atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o de marcadores cr\u00edticos na teoriza\u00e7\u00e3o e na pr\u00f3pria hist\u00f3ria da historiografia, suscet\u00edveis de contribuir para uma discuss\u00e3o mais ampla sobre a sua utilidade cient\u00edfica e social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Consci\u00eancia hist\u00f3rica, narrativa e identidade \u2013 reflexos\ne di\u00e1logos<\/strong> &#8211;\nMar\u00edlia Gago<\/p>\n\n\n\n<p>Resumo: A\nnarrativa hist\u00f3rica perspetivada como face material da consci\u00eancia hist\u00f3rica\nforma e enforma a identidade. Pela narrativa \u00e9 dado sentido e significado \u00e0\nvida em v\u00e1rios tempos e espa\u00e7os. Na express\u00e3o e compreens\u00e3o da realidade seja\ndo passado, do presente ou dos horizontes de expectativa que se desenham,\ninscreve-se a orienta\u00e7\u00e3o temporal do \u201ceu\u201d e do \u201cn\u00f3s\u201d que ilumina dinamicamente\nas decis\u00f5es da vida pr\u00e1tica e os caminhos a trilhar. O modo como cada um, individual\nou coletivo, constr\u00f3i o seu modo de ver o mundo e de o compreender-explicar \u00e9\nrevelador dos sentidos de identidade que se partilham, e que podem ser mais ou\nmenos etnocentrados ou interperspetivados. A identidade expressa e constru\u00edda\nnarrativamente pode oscilar entre o foco no que nos distingue numa l\u00f3gica de\nexclusivismo ou no que nos une numa l\u00f3gica mais ampla de concep\u00e7\u00e3o do ser\nhumano e da Humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O enquadramento da Hist\u00f3ria da \u00c1frica no sistema educativo angolano. Pr\u00e1ticas e experi\u00eancias <\/strong>\u2013 Jacob Lussento Cupata<\/p>\n\n\n\n<p> Ao longo da sua afirma\u00e7\u00e3o como Rep\u00fablica de Angola, o pa\u00eds enfrentou v\u00e1rias vicissitudes, fruto do contexto hist\u00f3rico, marcado por um per\u00edodo de domina\u00e7\u00e3o colonial, pela guerra civil no per\u00edodo p\u00f3s-independ\u00eancia, num contexto geopol\u00edtico internacional marcado pela guerra fria, e pelo processo de afirma\u00e7\u00e3o da democracia. Para responder aos des\u00edgnios de cada realidade hist\u00f3rica, foram tra\u00e7adas pol\u00edticas educativas que respondessem ao sistema pol\u00edtico-econ\u00f3mico, o que levou \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de reformas educativas e consequentemente \u00e0 integra\u00e7\u00e3o da disciplina de Hist\u00f3ria nos diferentes planos curriculares, atendendo ao lugar que ocupa na forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia hist\u00f3rica e social. Pretende-se analisar o enquadramento que a Hist\u00f3ria da \u00c1frica foi tendo, na disciplina de Hist\u00f3ria no Ensino Geral em Angola ao longo deste processo. Para o efeito, examinamos os diferentes programas de Hist\u00f3ria do n\u00edvel de ensino em refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mem\u00f3ria cultura, identidades e educa\u00e7\u00e3o: reflex\u00f5es a partir de um estudo de rece\u00e7\u00e3o com estudantes do ensino secund\u00e1rio <\/strong>\u2013 Isabel Macedo<\/p>\n\n\n\n<p>Analisar os processos migrat\u00f3rios e o seu impacto no quotidiano das pessoas tornou-se essencial para compreendermos a sociedade contempor\u00e2nea. O sistema educativo, os m\u00e9dia, o discurso pol\u00edtico, entre outros agentes e institui\u00e7\u00f5es na sociedade, t\u00eam um papel central na difus\u00e3o e reifica\u00e7\u00e3o de determinadas imagens sobre as popula\u00e7\u00f5es migrantes, influenciando valores, normas, a\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es interculturais. Enquanto agentes de mudan\u00e7a social, o cinema e a escola podem assumir um papel ativo no processo de desconstru\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de vis\u00f5es sobre o \u2018Outro\u2019. De facto, as representa\u00e7\u00f5es difundidas no per\u00edodo colonial parecem marcar as representa\u00e7\u00f5es e as rela\u00e7\u00f5es interculturais (p\u00f3s)coloniais. As representa\u00e7\u00f5es que associam a pessoa negra a pap\u00e9is sociais subalternos, \u00e0 pobreza, ao lugar dominado e ao exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00f5es n\u00e3o qualificadas, bem como \u00e0 falta de escolaridade, est\u00e3o presentes no discurso dos jovens participantes nesta investiga\u00e7\u00e3o, evidenciando a import\u00e2ncia das representa\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria na (re)constru\u00e7\u00e3o das identidades, normas e valores dos grupos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As \u201cfake news\u201d na sala de aula: atualidade do m\u00e9todo hist\u00f3rico &#8211; <\/strong>Alberto S\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>O sentimento generalizado de desconfian\u00e7a dos cidad\u00e3os perante as estruturas convencionais de poder e de informa\u00e7\u00e3o trouxeram tempos confusos e contradit\u00f3rios que afetam os valores universais da liberdade, da comunica\u00e7\u00e3o e da democracia. A suspeita e incerteza perante a veracidade da informa\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria invas\u00e3o de privacidade por a\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o excessiva aos dispositivos eletr\u00f3nicos fragilizaram ainda mais a condi\u00e7\u00e3o humana, o que torna os cidad\u00e3os presas f\u00e1ceis para diferentes tipos de poder, conforme demonstrado com o recente esc\u00e2ndalo \u201cFacebook\u2013Cambridge Analytica\u201d (2018) ou mesmo as campanhas presidenciais na R\u00fassia, EUA e Brasil. Num momento em que as not\u00edcias invadem os telem\u00f3veis provenientes de m\u00faltiplas fontes sem a devida referencia\u00e7\u00e3o, importa perguntar que papel cabe aos m\u00e9dia e aos grupos de comunica\u00e7\u00e3o nesses processos? Muitos converteram os processos de verifica\u00e7\u00e3o de factos (fact-checking) como um produto notici\u00e1vel (Observador, Pol\u00edgrafo SIC&#8230;). E que papel cabe \u00e0 Escola? Estes casos especiais de jornalismo investigativo seguem no horizonte o m\u00e9todo hist\u00f3rico, concretamente na cr\u00edtica das fontes. O que propomos \u00e9 refletir sobre o problema emergente da necessidade de comprova\u00e7\u00e3o dos factos e dos dados nos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o chamando-os \u00e0 discuss\u00e3o no \u00e2mbito do ensino e aprendizagem da Hist\u00f3ria, propondo exercitar o m\u00e9todo hist\u00f3rico n\u00e3o tanto para investigar os eventos passados, mas antes para promover a atitude cr\u00edtica perante a avalanche informativa e a presen\u00e7a respons\u00e1vel no ecossistema medi\u00e1tico. Parece-nos que a heur\u00edstica, as cr\u00edticas interna e externa, e a hermen\u00eautica, quando trabalhadas no \u00e2mbito das tarefas escolares e atualizada perante os desafios sociais de hoje, podem contribuir para uma melhor rela\u00e7\u00e3o com este fen\u00f3meno atual, promovendo a qualidade da informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e examinando as atividades dos gigantes da Internet.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Semin\u00e1rio Interdisciplinar Interculturalidades e consci\u00eancia hist\u00f3rica: desafios atuais para a cidadania conta com a participa\u00e7\u00e3o de Alberto S\u00e1, Francisco Mendes, Isabel Macedo, Jacob Cupata, Mar\u00edlia Gago, Mois\u00e9s de Lemos Martins, Rosa Cabecinhas e Sheila Khan e Alice Balb\u00e9 como moderadoras. 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