{"id":1812,"date":"2021-02-05T11:27:28","date_gmt":"2021-02-05T11:27:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/?p=1812"},"modified":"2021-03-12T12:49:40","modified_gmt":"2021-03-12T12:49:40","slug":"programa-completo-seminario-interdisciplinar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/?p=1812&lang=pt","title":{"rendered":"Programa completo Semin\u00e1rio Interdisciplinar"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Interculturalidades e consci\u00eancia hist\u00f3rica: desafios atuais para a cidadania<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>12 de mar\u00e7o de 2021 , plataforma ZOOM ,    14:00 \u2013 18:00<\/p>\n\n\n\n<p>PROGRAMA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abertura<\/strong> &#8211; Mois\u00e9s de Lemos Martins &#8211; CECS<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mem\u00f3ria cultural e consci\u00eancia hist\u00f3rica: um dom\u00ednio transdisciplinar?<\/strong> &#8211; Rosa Cabecinhas &#8211; CECS<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Representa\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas, consci\u00eancia hist\u00f3rica transnacional e redes simb\u00f3licas. Problemas atuais de defini\u00e7\u00e3o e marcadores cr\u00edticos<\/strong> &#8211; Francisco Azevedo Mendes &#8211; LAB2PT<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Consci\u00eancia hist\u00f3rica, narrativa e identidade \u2013 reflexos e di\u00e1logos<\/strong> &#8211; Mar\u00edlia Gago &#8211; Instituto de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade do Minho e CITCEM -Faculdade de Letras da Universidade do Porto<\/p>\n\n\n\n<p><strong>15:45 \u2013 16:00 INTERVALO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ensino da Hist\u00f3ria e a constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional no per\u00edodo ap\u00f3s a independ\u00eancia em Mo\u00e7ambique<\/strong> &#8211; Cassimo Jamal \u2013 Universidade Licungo, Quelimane<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O enquadramento da Hist\u00f3ria da \u00c1frica no sistema educativo angolano. Pr\u00e1ticas e experi\u00eancias<\/strong> &#8211; Jacob Lussento Cupata &#8211; Instituto Superior de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o do Cuanza Sul (ISCED\/CS), da Universidade Katyavala Bwila (UKB), Angola<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mem\u00f3ria cultural, identidades e educa\u00e7\u00e3o: reflex\u00f5es a partir de um estudo de rece\u00e7\u00e3o com estudantes do ensino secund\u00e1rio<\/strong> &#8211; Isabel Macedo &#8211; CECS<br><br><strong>As \u201cfake news\u201d na sala de aula: atualidade do m\u00e9todo hist\u00f3rico<\/strong> &#8211; Alberto S\u00e1 &#8211; CECS<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moderadoras<\/strong>:&nbsp;Sheila Khan &#8211; CECS e Alice Balb\u00e9 &#8211; CECS<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Evento gratuito, com inscri\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria at\u00e9 dia 10 de mar\u00e7o pelo <a href=\"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/?page_id=817&amp;lang=pt\">Formul\u00e1rio.<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Projeto Mem\u00f3rias, culturas e identidades: o passado e o presente das rela\u00e7\u00f5es interculturais em Mo\u00e7ambique e Portugal, CECS \u2013 Centro de Estudos de Comunica\u00e7\u00e3o e Sociedade<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.lab2pt.net\/site\/?module=site&amp;target=home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lab2PT &#8211; Laborat\u00f3rio de Paisagens, Patrim\u00f3nio e Territ\u00f3rio\u200b<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Semin\u00e1rio Permanente Comunica\u00e7\u00e3o e Diversidade<\/p>\n\n\n\n<p>Programa Doutoral em Estudos Culturais<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Confira o tema das interven\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mem\u00f3ria cultural e consci\u00eancia hist\u00f3rica: um dom\u00ednio transdisciplinar?<\/strong> &#8211; Rosa Cabecinhas<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas houve uma prolifera\u00e7\u00e3o de debates cient\u00edficos e pol\u00edticos em torno da \u201cmem\u00f3ria p\u00fablica\u201d, nomeadamente no que diz respeito \u00e0s \u201cpol\u00edticas da mem\u00f3ria\u201d, \u00e0s \u201cpol\u00edticas de identidade\u201d e aos \u201cdireitos de mem\u00f3ria\u201d. No \u00e2mbito das ci\u00eancias humanas e sociais, desenvolveu-se um l\u00e9xico diverso, que oferece v\u00e1rias formas alternativas de compreender a mem\u00f3ria e a sua intera\u00e7\u00e3o com a cultura, os <em>media<\/em> e a sociedade. No entanto, as fronteiras disciplinares t\u00eam dificultado os esfor\u00e7os para desenvolver um l\u00e9xico compreensivo que possa sustentar o t\u00e3o necess\u00e1rio di\u00e1logo interdisciplinar sobre esta complexa tem\u00e1tica. Nesta comunica\u00e7\u00e3o, a partir de uma revisita\u00e7\u00e3o da pesquisa anterior em representa\u00e7\u00f5es sociais da hist\u00f3ria, iremos discutir alguns dos desafios com que nos confrontamos nesta \u00e1rea de estudo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Representa\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas, consci\u00eancia hist\u00f3rica transnacional e redes simb\u00f3licas. Problemas atuais de defini\u00e7\u00e3o e marcadores cr\u00edticos<\/strong> &#8211; Francisco Azevedo Mendes<\/p>\n\n\n\n<p>A coexist\u00eancia de v\u00e1rios contextos disciplinares a operar com a no\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia hist\u00f3rica produz n\u00edveis de turbul\u00eancia conceptual e metodol\u00f3gica, cuja plasticidade importa sondar no que diz respeito \u00e0 afina\u00e7\u00e3o dos instrumentos de an\u00e1lise. Pretende-se discutir de que forma os estudos comparativos sobre as representa\u00e7\u00f5es subjacentes \u00e0s historiografias nacionais interagem com os programas cient\u00edficos, pol\u00edticos e culturais, que trabalham as formas e os conte\u00fados da consci\u00eancia hist\u00f3rica. Nesse sentido, avan\u00e7a-se com a hip\u00f3tese de que as historiografias s\u00e3o sintomas de redes simb\u00f3licas de apropria\u00e7\u00e3o intercultural e transnacional do passado com regimes de temporalidade, l\u00f3gicas de continuidade e de quebra e n\u00edveis de dissemina\u00e7\u00e3o diferenciados e persistentes. Esta hip\u00f3tese \u00e9 aqui explorada atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o de marcadores cr\u00edticos na teoriza\u00e7\u00e3o e na pr\u00f3pria hist\u00f3ria da historiografia, suscet\u00edveis de contribuir para uma discuss\u00e3o mais ampla sobre a sua utilidade cient\u00edfica e social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Consci\u00eancia hist\u00f3rica, narrativa e identidade \u2013 reflexos e di\u00e1logos<\/strong> &#8211; Mar\u00edlia Gago<\/p>\n\n\n\n<p>Resumo: A narrativa hist\u00f3rica perspetivada como face material da consci\u00eancia hist\u00f3rica forma e enforma a identidade. Pela narrativa \u00e9 dado sentido e significado \u00e0 vida em v\u00e1rios tempos e espa\u00e7os. Na express\u00e3o e compreens\u00e3o da realidade seja do passado, do presente ou dos horizontes de expectativa que se desenham, inscreve-se a orienta\u00e7\u00e3o temporal do \u201ceu\u201d e do \u201cn\u00f3s\u201d que ilumina dinamicamente as decis\u00f5es da vida pr\u00e1tica e os caminhos a trilhar. O modo como cada um, individual ou coletivo, constr\u00f3i o seu modo de ver o mundo e de o compreender-explicar \u00e9 revelador dos sentidos de identidade que se partilham, e que podem ser mais ou menos etnocentrados ou interperspetivados. A identidade expressa e constru\u00edda narrativamente pode oscilar entre o foco no que nos distingue numa l\u00f3gica de exclusivismo ou no que nos une numa l\u00f3gica mais ampla de concep\u00e7\u00e3o do ser humano e da Humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ensino da Hist\u00f3ria e a constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional<\/strong><strong> no per\u00edodo ap\u00f3s a independ\u00eancia em Mo\u00e7ambique &#8211; <\/strong>Cassimo Jamal<\/p>\n\n\n\n<p>Resumo: Este artigo faz an\u00e1lise da pertin\u00eancia de inclus\u00e3o da disciplina de Hist\u00f3ria no Curr\u00edculo de ensino em Mo\u00e7ambique p\u00f3s independente. A an\u00e1lise visa compreender a sua contribui\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional. Para o efeito, apresentam-se os sistemas educativos implantados desde 1975, passando pela implementa\u00e7\u00e3o das Leis 4\/83; 6\/92, desaguando na revis\u00e3o de 2004\/8 dos Sistemas Nacionais de Educa\u00e7\u00e3o. O estudo teve como base de orienta\u00e7\u00e3o a pesquisa bibliogr\u00e1fica e documental. Constatou-se que a Hist\u00f3ria nacional tem sido reescrita, modificada e elaborada em fun\u00e7\u00e3o dos contextos pol\u00edticos vividos e das mudan\u00e7as ocorridas ao longo deste per\u00edodo. Assim, desde 1975 \u00e0 atualidade, a Hist\u00f3ria tem vindo a cumprir pap\u00e9is complexos e diferenciados, desde a fixa\u00e7\u00e3o de valores e normas sociais, a constru\u00e7\u00e3o da unidade nacional, \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de atitudes de solidariedade, toler\u00e2ncia e respeito pelas diferen\u00e7as. <strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O enquadramento da Hist\u00f3ria da \u00c1frica no sistema educativo angolano. Pr\u00e1ticas e experi\u00eancias <\/strong>\u2013 Jacob Lussento Cupata<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da sua afirma\u00e7\u00e3o como Rep\u00fablica de Angola, o pa\u00eds enfrentou v\u00e1rias vicissitudes, fruto do contexto hist\u00f3rico, marcado por um per\u00edodo de domina\u00e7\u00e3o colonial, pela guerra civil no per\u00edodo p\u00f3s-independ\u00eancia, num contexto geopol\u00edtico internacional marcado pela guerra fria, e pelo processo de afirma\u00e7\u00e3o da democracia. Para responder aos des\u00edgnios de cada realidade hist\u00f3rica, foram tra\u00e7adas pol\u00edticas educativas que respondessem ao sistema pol\u00edtico-econ\u00f3mico, o que levou \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de reformas educativas e consequentemente \u00e0 integra\u00e7\u00e3o da disciplina de Hist\u00f3ria nos diferentes planos curriculares, atendendo ao lugar que ocupa na forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia hist\u00f3rica e social. Pretende-se analisar o enquadramento que a Hist\u00f3ria da \u00c1frica foi tendo, na disciplina de Hist\u00f3ria no Ensino Geral em Angola ao longo deste processo. Para o efeito, examinamos os diferentes programas de Hist\u00f3ria do n\u00edvel de ensino em refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mem\u00f3ria cultura, identidades e educa\u00e7\u00e3o: reflex\u00f5es a partir de um estudo de rece\u00e7\u00e3o com estudantes do ensino secund\u00e1rio <\/strong>\u2013 Isabel Macedo<\/p>\n\n\n\n<p>Analisar os processos migrat\u00f3rios e o seu impacto no quotidiano das pessoas tornou-se essencial para compreendermos a sociedade contempor\u00e2nea. O sistema educativo, os m\u00e9dia, o discurso pol\u00edtico, entre outros agentes e institui\u00e7\u00f5es na sociedade, t\u00eam um papel central na difus\u00e3o e reifica\u00e7\u00e3o de determinadas imagens sobre as popula\u00e7\u00f5es migrantes, influenciando valores, normas, a\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es interculturais. Enquanto agentes de mudan\u00e7a social, o cinema e a escola podem assumir um papel ativo no processo de desconstru\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de vis\u00f5es sobre o \u2018Outro\u2019. De facto, as representa\u00e7\u00f5es difundidas no per\u00edodo colonial parecem marcar as representa\u00e7\u00f5es e as rela\u00e7\u00f5es interculturais (p\u00f3s)coloniais. As representa\u00e7\u00f5es que associam a pessoa negra a pap\u00e9is sociais subalternos, \u00e0 pobreza, ao lugar dominado e ao exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00f5es n\u00e3o qualificadas, bem como \u00e0 falta de escolaridade, est\u00e3o presentes no discurso dos jovens participantes nesta investiga\u00e7\u00e3o, evidenciando a import\u00e2ncia das representa\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria na (re)constru\u00e7\u00e3o das identidades, normas e valores dos grupos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As \u201cfake news\u201d na sala de aula: atualidade do m\u00e9todo hist\u00f3rico &#8211; <\/strong>Alberto S\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>O sentimento generalizado de desconfian\u00e7a dos cidad\u00e3os perante as estruturas convencionais de poder e de informa\u00e7\u00e3o trouxeram tempos confusos e contradit\u00f3rios que afetam os valores universais da liberdade, da comunica\u00e7\u00e3o e da democracia. A suspeita e incerteza perante a veracidade da informa\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria invas\u00e3o de privacidade por a\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o excessiva aos dispositivos eletr\u00f3nicos fragilizaram ainda mais a condi\u00e7\u00e3o humana, o que torna os cidad\u00e3os presas f\u00e1ceis para diferentes tipos de poder, conforme demonstrado com o recente esc\u00e2ndalo \u201cFacebook\u2013Cambridge Analytica\u201d (2018) ou mesmo as campanhas presidenciais na R\u00fassia, EUA e Brasil. Num momento em que as not\u00edcias invadem os telem\u00f3veis provenientes de m\u00faltiplas fontes sem a devida referencia\u00e7\u00e3o, importa perguntar que papel cabe aos m\u00e9dia e aos grupos de comunica\u00e7\u00e3o nesses processos? Muitos converteram os processos de verifica\u00e7\u00e3o de factos (fact-checking) como um produto notici\u00e1vel (Observador, Pol\u00edgrafo SIC&#8230;). E que papel cabe \u00e0 Escola? Estes casos especiais de jornalismo investigativo seguem no horizonte o m\u00e9todo hist\u00f3rico, concretamente na cr\u00edtica das fontes. O que propomos \u00e9 refletir sobre o problema emergente da necessidade de comprova\u00e7\u00e3o dos factos e dos dados nos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o chamando-os \u00e0 discuss\u00e3o no \u00e2mbito do ensino e aprendizagem da Hist\u00f3ria, propondo exercitar o m\u00e9todo hist\u00f3rico n\u00e3o tanto para investigar os eventos passados, mas antes para promover a atitude cr\u00edtica perante a avalanche informativa e a presen\u00e7a respons\u00e1vel no ecossistema medi\u00e1tico. Parece-nos que a heur\u00edstica, as cr\u00edticas interna e externa, e a hermen\u00eautica, quando trabalhadas no \u00e2mbito das tarefas escolares e atualizada perante os desafios sociais de hoje, podem contribuir para uma melhor rela\u00e7\u00e3o com este fen\u00f3meno atual, promovendo a qualidade da informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e examinando as atividades dos gigantes da Internet.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Notas biogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alberto S\u00e1<\/strong>: Professor Auxiliar do Departamento de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o, onde \u00e9 vice-diretor, e ensina nas \u00e1reas do audiovisual, do multim\u00e9dia, e no design de comunica\u00e7\u00e3o e de publica\u00e7\u00e3o digitais. Licenciado em Hist\u00f3ria e Ci\u00eancias Sociais (Ensino) e com Mestrado em Hist\u00f3ria Urbana Medieval, doutorou-se em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o pela Universidade do Minho, em 2012. \u00c9 investigador do CECS (Centro de Estudos de Comunica\u00e7\u00e3o e Sociedade) onde tem desenvolvido trabalho de investiga\u00e7\u00e3o sobre os estudos da mem\u00f3ria, em particular a media\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica da mem\u00f3ria na era digital. \u00c9 membro da equipa de investiga\u00e7\u00e3o do projeto AUDIRE (Audio Reposit\u00f3rio: guardar mem\u00f3rias sonoras) e integra o projeto Moda (\u201cMonitoring Online Discourse Activity\u201d). Foi co-l\u00edder do Working Group 2 do projeto e-COST Action IS1205 (\u201cSocial psychological dynamics of historical representations in the enlarged European Union\u201d). \u00c9 coordenador de evento cient\u00edfico-cultural CURTAS CC (Mostra de trabalhos de Audiovisual e Multim\u00e9dia dos alunos de licenciatura e mestrado de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o \u2013 Universidade do Minho). Participa, atualmente, num estudo coletivo sobre o colonialismo e as lutas de liberta\u00e7\u00e3o presentes nos manuais de hist\u00f3ria de Mo\u00e7ambique, sob uma perspetiva diacr\u00f3nica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cassimo Manuel Jamal &#8211;&nbsp; <\/strong>Natural da Zamb\u00e9zia, Mo\u00e7ambique, licenciado em Ensino de Hist\u00f3ria e Geografia pela Universidade Pedag\u00f3gica \u2013 Maputo, em 2005; mestre em Educa\u00e7\u00e3o\/Ensino de Hist\u00f3ria pela mesma Universidade em 2010; doutorado em Estudos Culturais pela Universidade do Minho em 2019. Docente de Hist\u00f3ria de \u00c1frica na Universidade Pedag\u00f3gica em Quelimane, desde 2005, tendo sido transformada atualmente para Universidade Licungo. Tem como \u00e1reas de investiga\u00e7\u00e3o \u201cManuais escolares e ensino, Saberes e culturas locais; Identidades e representa\u00e7\u00f5es sociais e p\u00f3s-colonialismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Francisco Mendes<\/strong>: Professor de Teoria da Hist\u00f3ria no Departamento de Hist\u00f3ria do Instituto de Ci\u00eancias Sociais da Universidade do Minho. Investigador do Laborat\u00f3rio de Paisagens, Patrim\u00f3nio e Territ\u00f3rio (Lab2PT).&nbsp; Integra, atualmente, um projeto internacional de reforma curricular do Ensino B\u00e1sico da Guin\u00e9-Bissau (RECEB), numa parceria entre o Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o da Guin\u00e9-Bissau (INDE) e a Universidade do Minho.&nbsp; Coordenou recentemente dois n\u00fameros tem\u00e1ticos: Silva, M.C., Khan, S., Mendes, F.A., coord.&nbsp; (2016). \u00abSociedade, autoridade e p\u00f3s-mem\u00f3rias\u00bb. <em>Configura\u00e7\u00f5es<\/em>, 17; Soares, F., Mendes, F. A., coord. (2020). \u00abHist\u00f3ria dos conceitos e hist\u00f3ria intelectual: conex\u00f5es te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas\u00bb. <em>Hist\u00f3ria. Debates e tend\u00eancias<\/em>, <a href=\"http:\/\/seer.upf.br\/index.php\/rhdt\/issue\/view\/673\">v. 1 n. 20.&nbsp; <\/a>Contactos: fmendes@ics.uminho.pt.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isabel Macedo<\/strong> \u00e9 doutorada em Estudos Culturais pela Universidade do Minho e Universidade de Aveiro, na \u00e1rea da Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura. A sua tese de doutoramento intitula-se &#8220;Migra\u00e7\u00f5es, mem\u00f3ria cultural e representa\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias: a literacia f\u00edlmica na promo\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo intercultural\u201d. \u00c9 investigadora do Centro de Estudos de Comunica\u00e7\u00e3o e Sociedade e integra v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais na \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o, da educa\u00e7\u00e3o e da cultura visual. Co-editou a revista Comunica\u00e7\u00e3o e Sociedade, 34, dedicada ao tema &#8220;Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o e Estudos Lus\u00f3fonos&#8221; e a Vista &#8211; Revista de Cultura Visual, 2, intitulada &#8220;Mem\u00f3ria Cultural, Imagem, Arquivo&#8221;. Alguns dos seus principais trabalhos s\u00e3o: \u201cRepresentations of Dictatorship in Portuguese Cinema\u201d (2017), em co-autoria; \u201cInterwoven migration narratives: identity and social representations in the Lusophone world\u201d (2016), em co-autoria, e \u201cOs jovens e o cinema portugu\u00eas: a (des)coloniza\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio?\u201d (2016).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jacob Lussento Cupata<\/strong>: Licenciado em Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o na op\u00e7\u00e3o do Ensino da Hist\u00f3ria pela Universidade Agostinho Neto, Mestre em Rela\u00e7\u00f5es Interculturais pela Universidade Aberta de Lisboa, Docente Assistente no Instituto Superior de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o do Cuanza Sul (ISCED\/CS) da Universidade Katyavala Bwila (UKB), leccionando as disciplinas de Hist\u00f3ria de \u00c1frica, Praticas Pedag\u00f3gicas e Antropologia Cultural. Est\u00e1 a desenvolver o projecto de pesquisa doutoral em Estudos Culturais, sob o tema \u201cRepresenta\u00e7\u00f5es sociais da Hist\u00f3ria de \u00c1frica no sistema educativo angolano\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mar\u00edlia Gago:<\/strong> Professora de Metodologia do ensino de Hist\u00f3ria e de Est\u00e1gio Profissional no Mestrado de ensino da Hist\u00f3ria do Departamento de Estudos Integrados de Literacia, Did\u00e1tica e Supervis\u00e3o do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade do Minho. Investigadora do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Transdisciplinar \u201cCultura, Espa\u00e7o e Mem\u00f3ria (CITCEM-Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Integra, atualmente, um projeto internacional de reforma curricular do Ensino B\u00e1sico da Guin\u00e9-Bissau (RECEB), numa parceria entre o Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o da Guin\u00e9-Bissau (INDE) e a Universidade do Minho. Doutoramento em Educa\u00e7\u00e3o, Metodologia do ensino de Hist\u00f3ria e Ci\u00eancias Sociais e Mestrado e p\u00f3s-doutoramento no \u00e2mbito do Projeto de Investiga\u00e7\u00e3o Consci\u00eancia Hist\u00f3rica: teoria e pr\u00e1ticas II, financiado pela FCT. Contactos: mgago@ie.uminho.pt<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mois\u00e9s de Lemos Martins: <\/strong>Professor Catedr\u00e1tico da Universidade do Minho, \u00e9 Diretor do Centro de Estudos de Comunica\u00e7\u00e3o e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho, que fundou em 2001. Doutorou-se em Ci\u00eancias Sociais na Universidade de Ci\u00eancias Humanas de Estrasburgo, em 1984. Ensina e investiga em semi\u00f3tica social, sociologia da comunica\u00e7\u00e3o e da cultura, comunica\u00e7\u00e3o intercultural, estudos lus\u00f3fonos. \u00c9 Diretor da revista&nbsp;<em>Comunica\u00e7\u00e3o e Sociedade<\/em>&nbsp;e tamb\u00e9m da&nbsp;<em>Revista Lus\u00f3fona de Estudos Culturais<\/em>. Foi Presidente da Sopcom, Confibercom e Lusocom. Entre a sua obra constam:&nbsp;<em>Crise no Castelo da Cultura<\/em>&nbsp;(2011);&nbsp;<em>L\u2019imaginaire des m\u00e9dias<\/em>&nbsp;(com Michel Maffesoli, 2011),&nbsp;<em>Portugal Ilustrado em Postais<\/em>&nbsp;(com Madalena Oliveira, 2011);&nbsp;<em>Caminhos nas Ci\u00eancias Sociais<\/em>&nbsp;(2010);&nbsp;<em>Comunica\u00e7\u00e3o e Lusofonia<\/em>&nbsp;(com Helena Sousa e Rosa Cabecinhas, 2006);&nbsp;<em>A Linguagem, a Verdade e o Poder<\/em>&nbsp;(2002);&nbsp;<em>O Olho de Deus no Discurso Salazarista<\/em>&nbsp;(1990).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rosa Cabecinhas<\/strong>: Diretora do Programa Doutoral em Estudos Culturais na Universidade do Minho. \u00c9 professora no Departamento de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o do Instituto de Ci\u00eancias Sociais e investigadora do Centro de Estudos de Comunica\u00e7\u00e3o e Sociedade. Tem desenvolvido investiga\u00e7\u00e3o de natureza interdisciplinar e integra v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais nas \u00e1reas da comunica\u00e7\u00e3o, psicologia, educa\u00e7\u00e3o e estudos culturais. Os seus principais interesses de investiga\u00e7\u00e3o conjugam as \u00e1reas da comunica\u00e7\u00e3o intercultural, mem\u00f3ria social, representa\u00e7\u00f5es sociais, identidades sociais, discrimina\u00e7\u00e3o social e diversidade. Entre as suas obras, destacam-se os seguintes livros: \u201cPreto e Branco: A naturaliza\u00e7\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o racial\u201d (2017, 2a edi\u00e7\u00e3o) e, em co-autoria \u201cComunica\u00e7\u00e3o Intercultural: Perspectivas, Dilemas e Desafios\u201d (2017, 2a edi\u00e7\u00e3o). ORCID: <a href=\"https:\/\/orcid.org\/0000-0002-1491-3420\">https:\/\/orcid.org\/0000-0002-1491-3420<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alice Balb\u00e9: <\/strong>Investigadora do Centro de Estudos de Comunica\u00e7\u00e3o e Sociedade (CECS) e do projeto <em>Memories, cultures and identities: how the past weights on the present-day intercultural relations in Mozambique and Portugal? <\/em>Doutorada em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o pela Universidade do Minho. Pesquisa temas que incluem representa\u00e7\u00f5es, lusofonia, comunica\u00e7\u00e3o ambiental em particular sobre as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e redes sociais digitais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sheila Khan<\/strong>: Soci\u00f3loga, investigadora do Centro Estudos de Comunica\u00e7\u00e3o e Sociedade, Universidade do Minho. Doutorada em Estudos \u00c9tnicos e Culturais pela Universidade de Warwick, tem, no seu percurso acad\u00e9mico, centrado a sua atenc\u0327\u00e3o nos estudos p\u00f3s-coloniais, com especial enfoque nas relac\u0327\u00f5es entre Moc\u0327ambique e Portugal, incluindo a quest\u00e3o dos imigrantes moc\u0327ambicanos em Portugal. De entre os temas que tem trabalhado inclui-se a hist\u00f3ria e a literatura moc\u0327ambicana e portuguesa contempora\u0302neas, narrativas de vida e de identidade a partir do Sul global, autoridades de mem\u00f3ria e de p\u00f3s-mem\u00f3ria. \u00c9 de destacar os seus recentes livros, \u201cPortugal a L\u00e1pis de Cor: A Sul de uma p\u00f3s-colonialidade\u201d (Almedina, 2015); \u201cVisitas a Jo\u00e3o Paulo Borges Coelho: leituras, di\u00e1logos e futuros\u201d (<em>et al<\/em>., 2017, Colibri); \u201cMozambique on the Move: Challenges and Reflections\u201d (com Paula Meneses e Bjorn Bertelsen, Brill, 2018). Atualmente, investigadora doutorada do projeto financiado pelo Conselho Europeu de Investigac\u0327\u00e3o, EXCHANGE e membro da equipa de investigac\u0327\u00e3o do projeto FCT\/Aga Khan sobre as relac\u0327\u00f5es interculturais entre Moc\u0327ambique e Portugal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interculturalidades e consci\u00eancia hist\u00f3rica: desafios atuais para a cidadania 12 de mar\u00e7o de 2021 , plataforma ZOOM , 14:00 \u2013 18:00 PROGRAMA Abertura &#8211; Mois\u00e9s de Lemos Martins &#8211; CECS Mem\u00f3ria cultural e consci\u00eancia hist\u00f3rica: um dom\u00ednio transdisciplinar? &#8211; Rosa Cabecinhas &#8211; CECS Representa\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas, consci\u00eancia hist\u00f3rica transnacional e redes simb\u00f3licas. Problemas atuais de defini\u00e7\u00e3o &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/?p=1812&#038;lang=pt\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Programa completo Semin\u00e1rio Interdisciplinar&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":""},"categories":[16],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1812"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1812"}],"version-history":[{"count":12,"href":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1812\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1871,"href":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1812\/revisions\/1871"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}