{"id":421,"date":"2019-06-11T10:37:26","date_gmt":"2019-06-11T10:37:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/?p=421"},"modified":"2019-06-11T10:37:37","modified_gmt":"2019-06-11T10:37:37","slug":"seminario-a-lusofonia-enquanto-olhar-pos-colonial","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.lasics.uminho.pt\/culturespastandpresent\/?p=421&lang=pt","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio \u201cA Lusofonia enquanto olhar p\u00f3s-colonial\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>O Semin\u00e1rio Permanente de Estudos P\u00f3s-Coloniais realiza no dia 17 de junho, pelas 14h30, na Sala de Atos do Instituto de Ci\u00eancias Sociais da Universidade do Minho, o semin\u00e1rio \u201cA Lusofonia enquanto olhar p\u00f3s-colonial: ran\u00e7o colonial ou possibilidade intercultural?\u201d, com o investigador V\u00edtor de Sousa.<\/p>\n\n\n\n<p>O investigador do CECS explica que \u201ca lusofonia \u00e9 uma palavra que surge na dicionariza\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia em 1950, derivando de \u00abfrancophonie\u00bb. Lus\u00f3fono deve ter-se inventado, antes, por analogia com o franc\u00eas \u00abfrancofone\u00bb, que data de 1949 (\u2026). A lusofonia \u00e9 uma palavra que surge na dicionariza\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia em 1950\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA meu ver, ao contr\u00e1rio de \u2018portugalidade\u2019, que \u00e9 marcadamente colonial, tendo a palavra sido mesmo cunhada entre os anos 50 e 60 do s\u00e9culo XX, em pleno Estado Novo, a lusofonia \u00e9 um conceito p\u00f3s-colonial. \u00c9 por isso que ligar um termo ao outro constitui um contrassenso (Sousa, 2014, 2015, 2017), j\u00e1 que a lusofonia n\u00e3o pode ser encarada, sob qualquer circunst\u00e2ncia, com \u2018portugalidade\u2019, devido \u00e0 associa\u00e7\u00e3o ao slogan \u00abPortugal do Minho a Timor\u00bb\u201d, explica V\u00edtor de Sousa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA lusofonia encerra, no entanto, algumas clivagens e, n\u00e3o obstante se afirmar que j\u00e1 tudo foi escrito, faltando apenas coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica (Real, 2012), o termo n\u00e3o \u00e9 consensual\u201d, refere o investigador, alertando para o facto de que \u201cdeixar de considerar as diferen\u00e7as entre hist\u00f3rias coloniais e processos de coloniza\u00e7\u00e3o pode levar a impor sobre um povo a narrativa p\u00f3s-colonial de um outro tornando assim esse povo ainda mais invis\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Semin\u00e1rio Permanente de Estudos P\u00f3s-Coloniais procura estabelecer um di\u00e1logo com o passado, n\u00e3o apenas num sentido textual e te\u00f3rico, mas chamando e convocando vozes reais que ajudam a dialogar com as experi\u00eancias coloniais e a sua reflex\u00e3o no tempo p\u00f3s-colonial das nossas sociedades globais. Assente numa din\u00e2mica intercultural, resulta de uma parceria entre o CECS, o Mestrado em Sociologia da Universidade do Minho e o Projeto EXCHANGE.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Semin\u00e1rio Permanente de Estudos P\u00f3s-Coloniais realiza no dia 17 de junho, pelas 14h30, na Sala de Atos do Instituto de Ci\u00eancias Sociais da Universidade do Minho, o semin\u00e1rio \u201cA Lusofonia enquanto olhar p\u00f3s-colonial: ran\u00e7o colonial ou possibilidade intercultural?\u201d, com o investigador V\u00edtor de Sousa. 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