Publicado livro “Áfricas: mobilidade, violência, memória e criatividade” no âmbito do Projeto

O livro Áfricas: mobilidade, violência, memória e criatividade, editado pelo investigador e professor João Sarmento, é um dos resultados da Escola de Verão “Áfricas. Mobilidade, violência, memória e criatividade”, organizada pelo Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade (CECS), Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, em articulação com o projeto “Memórias, culturas e identidades: o passado e o presente das relações interculturais em Moçambique e Portugal” (FCT/Aga Khan).

A Escola de Verão, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, foi realizada entre julho e outubro de 2020, como forma de criar ambientes de discussão e interação. A proposta teve como ponto de partida quatro temáticas e objetivos: entender África como um continente de mobilidades; examinar dimensões relacionadas com a violência, a pobreza, o terrorismo e o racismo; focar dimensões da construção da memória, destacando sobretudo dimensões como cinema, arquitetura e património; e pensar o processo de criação, refletindo sobre estratégias e quotidianos de produção e de consumo, tanto na vertente imagética/simbólica.

Procurando dinamizar um olhar multidisciplinar a partir das ciências sociais, humanas e artes para, sobre e do continente africano, dando formação específica sobre este território, o Curso de Verão focou-se na capacitação dos bolseiros para o pensamento crítico e para a discussão de estratégias, métodos, objetos e temas de investigação. Desenvolveram-se conhecimentos e competências que permitem a conceção e o prosseguimento de projetos autónomos de investigação, permitindo que os bolseiros adquiram aptidões de pesquisa, de análise, de interpretação e de crítica de fontes.

O livro conta com colaboração de diversos investigadores do projeto Cultures Past&Present, como João Sarmento, Lurdes Macedo, Rosa Cabecinhas, Isabel Macedo, Sheila Khan e Vítor Sousa, além de docentes do Instituto de Ciências Sociais, bolseiros de investigação e de iniciação científica da Escola de Verão.

O livro tem financiamento FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia, no âmbito no âmbito do Apoio a iniciativas integradas de I&D e formação superior que contribuam para o processo de estabilização económica e social através de qualificação superior a desenvolver no Verão de 2020, em colaboração com a Direção Geral do Ensino Superior (DGES) e Financiado no âmbito da “Knowledge for Development Initiative”, pela Rede Aga Khan para o Desenvolvimento e pela FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia, IP (no 333162622) no contexto do projeto “Memories, cultures and identities: how the past weights on the present-day intercultural relations in Mozambique and Portugal?”.

Disponível novo número da Revista Lusófona de Estudos Culturais sobre o tema: Museus, coleções e exposições, coloniais, anticoloniais e pós-coloniais

A Revista Lusófona de Estudos Culturais já tem disponível o mais novo número dedicado ao tema “Museus, coleções e exposições, coloniais, anticoloniais e pós-coloniais“. A edição temática é editada por Moisés de Lemos Martins (CECS, Universidade do Minho, Portugal), João Sarmento (CECS, Universidade do Minho, Portugal) e Alda Costa (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique). A revista está disponível em acesso aberto.

A Revista Lusófona de Estudos Culturais/Lusophone Journal of Cultural Studies é editada semestralmente (2 volumes/ano), em formato bilingue (Português e Inglês). Esta publicação é financiada por fundos nacionais, através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do Financiamento Plurianual do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade 2020-2023 (que integra as parcelas de financiamento base, com a referência UIDB/00736/2020, e financiamento programático, com a referência UIDP/00736/2020). É ainda financiada no âmbito da “Knowledge for development initiative”, pela Rede Aga Khan para o Desenvolvimento e pela FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia, I.P. (nº 333162622).

Publicado dossier da revista Vista nº6 coeditado por membros do projeto

Novo número da Revista VISTA é o dossier intitulado (In)Visibilidades: imagem e racismo, coeditado por Ana Cristina Pereira, Michelle Sales e Rosa Cabecinhas. A Revista VISTA, número 6 – pretende refletir sobre a relação entre imagem e racismo ao longo do tempo. Lê-se na introdução: “As imagens refletem ou desafiam “velhas” clivagens abissais, forjadas durante o colonialismo europeu e são, ao mesmo tempo, expressão da opressão e da resistência que lhe tem sido feita. No que revelam e sobretudo no que remetem para a invisibilidade. As reflexões propostas descortinam subentendidos, denunciam ofensas naturalizadas, questionam silêncios e, finalmente, propõem novas visualidades para os corpos negros. Não necessariamente por esta ordem. Mais do que dar visibilidade procura-se mostrar o quão invisível permanece uma parte substancial do visível – tornar visível a própria invisibilidade, na impossibilidade de recuperar o que foi sistemática e prolongadamente apagado.”

Ana Cristina Pereira e Rosa Cabecinhas são investigadoras do projeto Memories, cultures and identities: how the past weights on the present-day intercultural relations in Mozambique and Portugal?”. A revista VISTA – Revista de Cultura Visual é uma publicação da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM).

Capa da revista Vista nº6. Imagem da artista Aline Motta

Chamada para revista Revista Lusófona de Estudos Culturais sobre Museus, coleções e exposições, coloniais, anticoloniais e pós-coloniais

A Revista Lusófona de Estudos Culturais / Lusophone Journal of Cultural Studies abre chamada de trabalhos para o volume 7, no. 2, Museus, coleções e exposições, coloniais, anticoloniais e pós-coloniais. Os editores são os professores Moisés de Lemos Martins (CECS, Universidade do Minho, Portugal), João Sarmento (CECS, Universidade do Minho, Portugal) e Alda Costa (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique), membros do projeto Cultures Past&Present.

O encontro dos públicos com objetos de arte, num determinado espaço, tem uma história longa e complexa. Constitui um desafio hermenêutico, que se vai alterando, de época para época, de acordo com as necessidades do tempo e os objetivos de cada sociedade e cultura. Neste encontro da arte com o tempo e os públicos, um encontro que tem tanto de complexo como de flutuante, os museus, as coleções e as exposições projetam representações do mundo e narrativas da vida de comunidades humanas, que obedecem aos padrões das mais diversas curadorias, muitas vezes de sinal contrário.

Os museus, as coleções e as exposições são sempre regulados por objetivos políticos e programáticos. Por essa razão, abrem-se a múltiplas interpretações. Sejam da iniciativa de Estados nacionais, ou então da iniciativa de forças revolucionárias, e mesmo de movimentos contra-revolucionários, sejam de apoio a regimes constituídos, ou pelo contrário indo no sentido de alterarem a ordem estabelecida, museus, coleções e exposições obedecem a um regime de verdade, que tanto constitui a condição de possibilidade das representações que uma dada comunidade faz de si mesma e da sua época, como formula possibilidades de sentido para o entendimento do que é o humano.

No caso das exposições, que se organizam para tempos pré-definidos e que deixam memórias, mais ou menos fortes, de pacificação e conexão, ou então de rutura e afastamento, o estudo dos materiais que sobrevivem, sejam memórias, artefactos, catálogos, notícias ou cartazes, ainda que incapazes de reproduzir a experiência das exposições, permitem a constituição de registos sobre as construções discursivas que estiveram na sua origem.

Este número da Revista Lusófona de Estudos Culturais (RLEC) procura explorar todas estas dimensões dos museus, coleções e exposições – as suas representações, narrativas e memórias, quando se cruzam com o colonial, o anticolonial e o pós-colonial, ou seja, com o resgate, a denúncia e a representação da subalternidade, e também com a legitimação de movimentos sociais.

Pretendemos reunir estudos que tenham em linha de conta a análise, tantos de museus, como de coleções e exposições dos Estados coloniais, e que se alarguem também aos museus e às exposições contemporâneas pós-coloniais. O nosso propósito é o de que sejam analisados, tanto os grandes projetos de Estado, em lugares oficiais de destaque, como as pequenas exposições de galerias privadas, alternativas, que envolvam os mais diversos atores públicos, privados ou de organizações não governamentais.

Para este número da Revista Lusófona de Estudos Culturais (RLEC) aceitam-se contributos sobre museus, coleções e exposições, questionando identidades e memórias, coloniais, anticoloniais e pós-coloniais. 

Data-limite de submissão: 6 de maio de 2020 prorrogada até 20 de maio  de 2020
Notificação das decisões de aceitação: 27 de julho de 2020
Data limite para envio da versão completa e traduzida: 21 de setembro de 2020
Data de publicação da revista: dezembro de 2020

Mais informações: aqui.